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Fotografia com movimento: Como captar movimento nas suas imagens

Desde crianças e animais de estimação a brincar no jardim, passando por quedas de água fluídas em paisagens, desportos de ação e muito mais. A fotografia dá-lhe a oportunidade de captar a vida em movimento, numa única imagem.

A lente e a perspetiva

Regra geral, a lente indicada para captar paisagens é a grande angular, já que oferece um enquadramento amplo e nitidez em toda a fotografia. Caso queira aproximar algo que está longe, entra em ação a teleobjetiva. O ideal é levar consigo lentes de diferentes distâncias focais ou, em alternativa, recorrer a uma zoom.

Um dos segredos para ganhar pontos como fotógrafo é nunca se cansar de clicar. Lembre-se que, se o resultado não for o que esperava, só tem de o apagar. Arrisque e teste novas perspectivas.

O tempo e o movimento

É mesmo preciso um dia ensolarado para conseguir fotografias de paisagem fantásticas? Nem por sombras. Ninguém quer que planeie uma sessão durante um tornado ou um furacão, mas ter medo de uma boa dose de nuvens, da chuva ou mesmo da noite vai limitar-lhe os horizontes.

Outro erro que deve evitar é focar apenas em paisagens estáticas. Dê uso às velocidades baixas do obturador e poderá registar o movimento da água, das folhas das árvores e mesmo das nuvens. A Fujifilm X-T4 pode ser uma excelente ferramenta para experimentar diversas velocidades, uma vez que para além de ir dos 1/4000 aos 30 segundos, ainda lhe oferece o modo bulb, que permite manter o obturador aberto durante o tempo que pretender.

A importância de utilizar filtros

Eis uma família de acessórios que pode fazer maravilhas pelas suas fotografias. Os polarizadores, por exemplo, ajudam a destacar o azul do céu, a acabar com algum brilho, a reduzir reflexos e a tornar as cores mais saturadas. Já os UV servem para proteger a lente, mas não só. Impedem ainda a captação dos raios ultravioleta, evitando assim a alteração das cores.

Por fim, recomendamo-lhe os filtros de densidade neutra. Indicados para reduzir a quantidade de luz que entra na lente, permitem o uso de velocidades mais lentas do que o habitual, o que favorece efeitos de arrasto muito apreciados na fotografia de paisagem. Sabia que a Fujifilm X-T30 traz já este filtro incorporado com um modo automático, funcionalidade que é também muito útil para prolongar a velocidade do obturador à noite?

Edição em RAW e equilíbrio de brancos para tons vibrantes

Quer a cores, quer a preto e branco, a fotografia de paisagem vive dos tons e dos respetivos contrastes. Mas nem sempre o resultado é o ideal. E claro que a edição entra em campo. Para facilitar o processo, experimente fotografar em RAW, formato que grava mais dados da imagem e permite que trabalhe assim mais pormenores. 

Outro fator a não esquecer é a temperatura de cor que, através da configuração de equilíbrio de brancos, marca presença nas câmaras digitais. A Fujifilm X-T4 não foge à regra e dá-lhe ainda a possibilidade de fotografar em RAW.

Enquadramento e profundidade

É importante perceber o que quer destacar nas suas fotografias. Lembra-se de que quem as vai ver pode não ter a mesma noção espacial. Para ser bem-sucedido nada como recorrer à Regra dos Terços, que divide a imagem numa grelha 3x3, no qual os pontos de encontro entre as linhas são os locais onde o olhar recai mais facilmente. Colocar o tema de destaque no meio da fotografia é, geralmente, má ideia, mas claro que há exceções fabulosas, como acabará por descobrir com a prática.

Outro conceito que deve dominar na fotografia de paisagem (e, em geral) é o da profundidade de campo, que define o que ficará focado na imagem. Este grau de nitidez vai depender de algumas variáveis, como, por exemplo, a abertura do diafragma, a distância a que está o objeto e a lente utilizada. Um dos truques para fotografias mais impactantes é o trabalho com camadas, de modo a ganhar profundidade. Inclui elementos em primeiro plano para que seja possível estimar a distância entre esses e os posicionados mais ao longe.

Contornos e formas

Já alguma vez reparou nas linhas que se formam nas margens de um rio ou de uma estrada? Possivelmente sim, porque é nas principais linhas da paisagem que recai o olho humano. Logo, é nestas que deve centrar a tua atenção antes do disparo, tendo sempre em conta que os cenários encerram formas que podem ser referências para o enquadramento. Círculos, simples linhas retas e outras formas vão começar a surgir onde menos esperares; é tudo uma questão de experiência e de as aproveitares. Os resultados podem ser surpreendentes.

Cuidados com o equipamento

Uma sessão de fotografia na praia pode resultar em imagens de sonho, mas, em contrapartida, ser um pesadelo para a câmara e restante equipamento. Areia, maresia e água são dos piores inimigos destes componentes e devem ser mantidos bem longe.
Assim, protega sempre as lentes com um filtro e nunca se esqueça das tampas frontal e traseira. E todos os cuidados são poucos na troca de lente. Tenta fazê-lo longe de zonas com poeira e evita expor o sensor durante o processo.
Independentemente do destino, certifique-se de que tem o seu material acondicionado em segurança.

O indispensável tripé

Imprescindível no caso de usar teleobjetivas, para evitar que trema devido ao seu peso, o tripé é também muito útil na captação de panorâmicas, de modo a evitar problemas de correlação. Isto sem esquecer as longas exposições, já que evita movimentos indesejados.

A estabilidade que oferece pode ainda ser uma ajuda para planear com cuidado a exposição.

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